Estou no meio de um mato, está tudo escuro e até já perdi um sapato, quando pensei que nada mais me poderia salvar vi uma estrelinha, no céu, brilhar. Essa estrelinha parecia que me estava a guiar para um sítio, que eu desejava poder-me lembrar…
A estrelinha avançava rapidamente enquanto eu corria loucamente na esperança de a apanhar em pleno ar, mas não reparei e caí no meio do mar… Sem dar conta comecei a chorar e soluçar sem parar, até que senti uns minúsculos braços que me tentavam ajudar. Voltei-me e deparei-me com uma luzinha, e percebi que ajudar-me era a sua lei. Não descansou enquanto não me alcançou e para terra levou, quando lá chegou, nos seus braços me aconchegou e mimou. Quis falar-lhe mas ela não me deixou, apenas um olhar me bastou para perceber o que se passou, enquanto que ela me acenou ao perceber quem eu realmente sou. Levantou-se e inclinou-se como se um banco fosse, fez-me sinal para que me ajeitasse enquanto voasse, pois nada mais ia fazer com que ela parasse. Ela só ia parar quando tivesse a certeza que eu não a ia nunca mais largar, pois fui eu quem dei luz aquela estrelinha que me queria amar, e nunca abandonar.
Sem me aperceber acabei mesmo por adormecer, e acordei a pensar que não era opção sofrer enquanto a pudesse ter; então senti uma mão que me agarrava e um abraço que me aconchegava, virei-me e apertei aquela que era a razão por quem o meu coração não batia em vão. Afinal aquela luzinha não era assim tão pequenina, ela iluminava o meu dia e e a minha vidinha.
Eu amarei a luz porque ela me mostra o caminho. Contudo, eu suportarei a escuridão pois ela me mostra as estrelas. – Og Mandino
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